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Viajar para a Coreia do Sul era um sonho que parecia distante, mas este ano tive a chance de finalmente conhecer o país. Para quem vai viajar para lá pela primeira vez, a língua, o transporte e as diferenças culturais podem parecer um pouco assustadores no começo — pelo menos para mim foi, haha. Quando…

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Viajando para a Coreia do Sul: dicas práticas

Viajar para a Coreia do Sul era um sonho que parecia distante, mas este ano tive a chance de finalmente conhecer o país. Para quem vai viajar para lá pela primeira vez, a língua, o transporte e as diferenças culturais podem parecer um pouco assustadores no começo — pelo menos para mim foi, haha.

Quando comecei o planejamento, achava que ia ser muito difícil e que talvez eu não conseguisse me virar sozinha. Tudo parecia complexo demais.

Mas, aos poucos, fui pesquisando bastante, lendo relatos, entendendo melhor como as coisas funcionavam e, com isso, fui ganhando mais confiança. Chegando lá, percebi que muitas coisas eram exatamente como eu tinha lido nas pesquisas. Outras eu só entendi na prática e algumas descobri apenas vivendo a experiência mesmo.

Com este post, quero ajudar quem está planejando uma viagem para a Coreia do Sul com dicas práticas do dia a dia — não sobre o que visitar ou roteiros turísticos, mas sobre como as coisas funcionam por lá e o que realmente me ajudou durante a viagem. São informações que eu gostaria muito de ter lido antes de ir.

Aplicativos úteis para baixar antes de viajar

Antes mesmo de chegar ao país, recomendo baixar alguns aplicativos que facilitam muito a estadia. Uma das primeiras coisas que descobri durante o planejamento é que o Google Maps não funciona bem na Coreia do Sul, então é importante ter alternativas.

Os dois aplicativos mais usados são o Naver Maps e o KakaoMap. Eu usei apenas o KakaoMap, que funcionou muito bem para mim. Nele, eu pesquisava o lugar para onde queria ir e o app mostrava opções de trajeto a pé ou usando transporte público, sempre com bastante detalhe. Isso ajudou muito, principalmente para usar metrô e ônibus, que funcionam super bem no país.

Outro aplicativo que baixei foi o Papago, para traduções. Durante minhas pesquisas, vi muita gente dizendo que ele é mais preciso do que o Google Tradutor. Acabei usando mais o próprio Google Tradutor, que atendeu bem às minhas necessidades, mas deixo a dica. O ponto negativo do Papago é que ele não tem a opção de português.

Para pesquisar passeios e atrações turísticas, baixei o Klook. Inclusive, reservei uma atração por lá e funcionou super bem. O aplicativo é prático, tem muitas opções e percebi que alguns preços eram até um pouco mais baratos — e qualquer economia ajuda.

Para me locomover de carro, consegui usar o Uber normalmente. Também existe um aplicativo local chamado Kakao T, que cheguei a baixar, mas não usei, porque o Uber atendeu tudo o que eu precisava. É bom saber que o Uber na Coreia funciona como táxi: o aplicativo mostra uma estimativa de valor, mas o carro tem taxímetro, e no final da corrida o motorista insere o valor final no app. Dá para pagar pelo aplicativo com um cartão cadastrado ou pagar diretamente no carro — percebi que os veículos têm máquina de cartão, embora eu não tenha usado essa opção.

Chegando à Coreia do Sul: como sair do aeroporto de Incheon

O principal aeroporto de entrada no país é o Incheon, que fica a cerca de 50 km de Seul. Nas minhas pesquisas, vi que havia opções de ônibus e trem para chegar à cidade, e acabei optando pelo trem.

O aeroporto é muito bem sinalizado, então mesmo sem conhecer nada ainda, achei fácil de me orientar. Existem dois tipos de trem que fazem esse trajeto: o AREX Expresso vai direto do aeroporto até a Seoul Station, a principal estação da cidade, leva cerca de uma hora e custa 13.000 wons. Já o AREX All-Stop também chega à Seoul Station, mas faz paradas pelo caminho e demora mais.

Eu preferi o trem expresso justamente pela rapidez, mas vale avaliar o que faz mais sentido para o seu roteiro. O mais importante é ficar atento na hora da compra para escolher a opção correta.

Comprei o ticket nas máquinas do próprio aeroporto (mas acho que dá para comprar online também aqui no site deles) e, cerca de 30 minutos antes do horário do trem, já é possível acessar a plataforma.

Uma dica importante, principalmente para quem está com mala grande (e que eu só percebi depois de ficar meio perdida): você não precisa levar a mala até o assento — na verdade, nem há espaço para isso. Perto das portas do trem existe um local específico para deixar malas maiores, o que facilita bastante a viagem.

Dinheiro, câmbio e gastos do dia a dia

A moeda utilizada na Coreia do Sul é o won coreano, e eu não encontrei essa moeda no Brasil. Por isso, recomendo levar dólar em espécie e fazer o câmbio por lá.

Existem quiosques de câmbio no próprio aeroporto, mas eu deixei para trocar na cidade mesmo. No bairro onde fiquei, Myeongdong, há várias casas de câmbio e funcionou muito bem para mim.

Internet: como estar conectado

Para essa viagem, eu decidi que precisava chegar já com internet, afinal era só eu e meu celular — e isso me trouxe muita segurança.

Comprei um eSIM da Nomad, achei a opção mais barata e funcionou muito bem. Desci do avião e já tinha internet funcionando.

Claro que o aeroporto tem Wi-Fi e a cidade também oferece Wi-Fi gratuito em alguns pontos. Também é possível comprar chip físico no aeroporto ou na cidade, mas eu preferi já chegar conectada.

Cartões e pagamentos: o que funcionou para mim

Viajei para Seul e Busan (a segunda maior cidade da Coreia) e tive percepções um pouco diferentes em cada uma delas. No geral, praticamente todos os lugares aceitam cartão, mas alguns detalhes fazem diferença.

Levei comigo o cartão físico da Wise, o cartão digital da Nomad e um cartão de crédito internacional Visa físico. Fiz isso porque li relatos de lugares que aceitavam um cartão e recusavam outro, então preferi me prevenir.

O cartão da Wise acabou não passando em alguns lugares logo que cheguei, então deixei de usar. O cartão da Nomad funcionou muito bem e usei bastante, mas como eu só tinha a versão digital, em alguns estabelecimentos não consegui pagar pela carteira digital do celular. Nessas situações, precisei usar o cartão físico da Visa.

O que percebi foi que, em Seul, consegui usar bastante o cartão digital, enquanto em Busan muitos lugares só aceitavam cartão físico. Na próxima viagem, com certeza vou pedir o cartão físico da Nomad — me arrependi de não ter feito isso antes.

Sobre dinheiro em espécie, não achei necessário ter muito. Usei basicamente para algumas barraquinhas de rua e no transporte público.

Transporte público na Coreia do Sul

Acabei andando bastante a pé, mas metrô e ônibus são formas fáceis, baratas e eficientes de circular pela cidade.

Em Seul, usei apenas o metrô. Nas próprias estações há máquinas para comprar bilhetes. Dá para comprar um cartão chamado T-money, que você carrega com créditos e vai usando, ou comprar bilhetes avulsos, como eu fiz. Como não usei tanto transporte, não vi necessidade de ter o cartão.

Nas máquinas do metrô, é possível comprar uma viagem avulsa ou recarregar o T-money. Elas aceitam apenas dinheiro, não aceitam notas muito altas e dão troco. A tarifa não é única: você informa na máquina em qual estação vai descer, e o valor varia conforme a distância. Ah, e é necessário passar o bilhete tanto na entrada da estação inicial quanto na saída do seu destino final (o mesmo que você indicou na hora da compra)!

Se optar pelo bilhete avulso, em Seul é possível devolver o cartão em máquinas específicas do metrô e receber um reembolso de 500 wons.

Já em Busan, usei mais ônibus, principalmente porque estava com uma amiga local, o que facilitou bastante. O pagamento é feito em uma maquininha logo na entrada do ônibus, e novamente é melhor ter dinheiro trocado ou notas menores. O cartão T-money também funciona em Busan, mas como não usei, não sei dizer sobre a eficiência e aceitação na prática.

Como funcionam os restaurantes

Aqui vou focar nos pontos práticos e não dicas de lugares para comer. O que percebi é que, na grande maioria dos restaurantes, você paga antes de comer. Em muitos lugares, inclusive, há uma máquina na própria mesa para fazer o pedido e o pagamento — nesses casos, precisei usar cartão físico.

Os talheres geralmente ficam em uma gaveta na mesa ou em algum balcão do restaurante, onde você mesmo pega o que precisa.

E uma curiosidade pessoal: eu não sei comer de hashi (na Coreia, se chama Jeotgarak, e é de metal), mas em todos os lugares onde pedi garfo, sempre tinha, sem nenhum problema.

Tax Free na Coreia do Sul: como funciona para turistas

Turistas na Coreia do Sul têm direito ao Tax Free, que vale para produtos como eletrônicos, cosméticos, roupas e acessórios. O benefício se aplica apenas a itens que você está levando para casa, e não para consumo no país.

Muitas lojas já são identificadas como Tax Free. No caixa, você pede o benefício, geralmente a partir de um valor mínimo de compra. Em alguns casos, o desconto já é aplicado na hora; em outros, é preciso guardar as notas fiscais para solicitar o reembolso no aeroporto.

No aeroporto, antes de entrar na área de embarque, procure as máquinas de Tax Free perto do check-in. Nelas, você escaneia o passaporte e as notas fiscais, e o sistema indica quais compras têm direito ao benefício, o valor do reembolso e qual guichê procurar depois.

Após passar pela imigração, já na área de embarque, basta ir até o local indicado, apresentar o passaporte e receber o reembolso, que pode ser em won ou dólar. Fácil assim!

Essas dicas são baseadas na minha viagem em dezembro de 2025 e refletem o que funcionou para mim e as minhas percepções. Cada viajante tem um perfil diferente, então vale sempre conferir outras fontes e adaptar tudo à sua forma de viajar 😉

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