Se na primeira parte eu falei mais sobre o impacto inicial de conhecer Seul, aqui entram os lugares que fizeram a cidade ganhar personalidade pra mim. Entre palácios, bairros tradicionais, caminhadas sem rumo e um pôr do sol inesquecível no Rio Han, essa segunda parte reúne alguns dos momentos que mais marcaram minha passagem pela Coreia do Sul.
Antes, se você ainda não leu a parte 1 e também as dicas práticas, sugiro dar uma olhada porque tem bastante informação útil por lá para ajudar no planejamento da viagem.
Bukchon Hanok Village
Vou começar por um dos lugares mais famosos de Seul (e também um dos que mais aparecem nas redes sociais): se você pesquisar sobre a cidade, provavelmente vai encontrar muitas fotos da Bukchon Hanok Village.
Ela é uma vila tradicional coreana, cheia das famosas hanoks, que são as casas tradicionais que vemos bastante nos k-dramas. Muita gente visita a região justamente para ter essa experiência mais ligada à cultura tradicional coreana.
Foi muito interessante caminhar pelas ruas da vila, observar a arquitetura e sentir esse contraste entre tradição e modernidade que existe em Seul. Ao mesmo tempo, também foi um dos lugares mais turísticos que visitei na cidade, então em alguns momentos senti que a experiência perdia um pouco da autenticidade que eu esperava encontrar. Ainda assim, achei um passeio que valeu bastante a pena. Existem outras vilas tradicionais espalhadas pela cidade e li relatos de que algumas são menos movimentadas. Infelizmente não consegui conhecer nenhuma delas, mas acho que vale pesquisar e incluir no roteiro se tiver tempo.
Uma coisa importante é lembrar que a vila é uma área residencial real, e não apenas um ponto turístico. Por isso existem várias placas pedindo silêncio e respeito aos moradores, além de um horário específico permitido para visitação, normalmente das 10h às 17h.
Outra cena muito comum por lá são pessoas vestindo hanbok, os trajes tradicionais coreanos, fazendo ensaios fotográficos pelas ruas da vila. Inclusive existem várias lojas de aluguel desses trajes próximas da região.



Palácio Gyeongbokgung
Outro passeio que eu realmente recomendo colocar no roteiro é o Palácio Gyeongbokgung, o maior dos cinco palácios construídos em Seul durante a Dinastia Joseon.
O valor da entrada foi de 3.000 wons e visitantes usando hanbok normalmente entram gratuitamente. Eu escolhi ir cedo e foi uma ótima decisão porque o lugar ainda estava relativamente vazio.
O complexo é enorme, cheio de construções tradicionais, jardins e áreas abertas para explorar sem pressa. Foi um daqueles lugares em que o mais gostoso era justamente caminhar descobrindo os detalhes aos poucos.
Uma dica importante: diariamente acontece a famosa troca da guarda às 10h e também às 14h. A cerimônia dura cerca de 20 minutos e recria como o ritual acontecia antigamente. Achei muito bonito assistir e vale a pena tentar organizar o horário da visita para pegar esse momento.
Ah, e vale conferir o site oficial antes de ir porque existem dias específicos em que o palácio fecha.



Insadong e a caricatura mais fofa da viagem
Depois disso continuei explorando Seul a pé. E quando digo a pé, é porque realmente andei MUITO naquele dia. Foi assim que acabei chegando em Insadong, um dos bairros mais conhecidos da cidade.
A região mistura lojas de arte, artesanato, cosméticos, cafés e várias lojinhas interessantes para quem gosta de explorar sem muita pressa. Mas o que mais marcou minha passagem por lá foi provavelmente o souvenir mais legal que já trouxe de uma viagem: uma caricatura da Acorn em estilo coreano.
Você encontra vários artistas fazendo esse tipo de ilustração pela cidade. Faz na hora, ao vivo ou pode mostrar uma imagem pelo celular, e em poucos minutos eles entregam o desenho pronto. Achei uma lembrança muito especial!
Uma pausa no Cheonggyecheon
Seguindo minha caminhada, passei pelo Cheonggyecheon, um parque linear construído ao redor do riacho que atravessa parte da cidade. O mais curioso é pensar que essa região já foi extremamente poluída e hoje virou um espaço agradável no meio da correria de Seul.
Mesmo cercado pelos prédios da cidade, quando você desce para caminhar por lá parece que o barulho fica distante. Foi uma pausa muito gostosa no meio do dia para desacelerar um pouco, descansar e simplesmente observar o movimento ao redor.



Vista panorâmica na Lotte World Tower
Chegou a hora de falar de uma das experiências que mais gostei em Seul: visitar a Lotte World Tower, o prédio mais alto da Coreia do Sul e um dos mais altos do mundo.
Entre os andares 117 e 123 fica o observatório, com uma vista panorâmica impressionante da cidade. Infelizmente o dia em que fui estava bem nublado, então não consegui ver tudo tão claramente quanto gostaria, mas mesmo assim achei a experiência incrível.
Além da vista, o observatório também tem piso de vidro e vários espaços para aproveitar com calma. É um passeio que vale bastante a pena incluir no roteiro.
Minha dica aqui é comprar o ingresso antecipadamente pelo Klook. Foi o que eu fiz e acabou saindo um pouco mais barato do que comprar na hora, além de facilitar bastante porque já cheguei com tudo no celular pronto para entrar.



Meu passeio favorito em Seul: Rio Han
E para fechar essa matéria com chave de ouro, preciso falar do meu passeio favorito em Seul: o passeio de barco pelo Rio Han, o principal rio da cidade e que corta Seul de leste a oeste.
Eu comprei o passeio online neste site e escolhi o horário do fim de tarde, que durava cerca de 40 minutos. Foi uma das experiências mais especiais da viagem.
Ver Seul desse ponto de vista, enquanto o céu mudava de cor durante a golden hour, foi um daqueles momentos simples que acabam ficando na memória. O passeio ainda tinha música ao vivo a bordo, o que deixou tudo ainda mais especial.
Talvez tenha sido ali que eu finalmente senti a cidade desacelerar um pouco. E acho que foi exatamente por isso que esse momento acabou se tornando um dos meus favoritos da viagem inteira.
Mas o especial da Coreia do Sul ainda não acabou. Próxima parada: Busan.



